segunda-feira, 20 de julho de 2009

Um Ser.


Tenho me sentindo só. Mas isso não é novidade pra mim, não sendo quem sou, uma pessoa de alma atormentada e coração aflito. Esses dias me perguntaram sobre os meus amigos e eu disse:
- Eu não tenho amigos!
Engraçado como isso é verdade e é mentira ao mesmo tempo, se eu tivesse dito:
- Eu nunca tive amigos!
Seria mentira, eu já tive amigos em épocas boas, onde meu estado de paciência permitia as amizades, hoje isso já não é uma realidade.
Sim eu perdi amigos-irmãos, e não é que não esteja triste com isso, eu estou, mais também estou cansada das coisas tolas que assolam a humanidade, das discussões sem propósito, das inseguranças chatas... Então cabe a mim ficar calada no meu canto, porque estou totalmente anestesiada.
Eu cansei de tentar ser melhor para os outros, de sorrir, de ser agradável, de tentar fazer as pazes, e tentar entender pessoas que não merecem toda essa dedicação e trabalho, na minha opinião quase ninguém que está realmente na minha vida hoje merece isso, eu diria que há no máximo 1 ou 3 pessoas que eu considero de verdade hoje (e 1 delas escreve esse blog comigo);
As outras são só um resto de gente que conheci, alguns deles estão guardados pra sempre os outros eu considero apenas erros do caminho.
"A humanidade é ridícula" ouvi essa frase esses dias, e concordo plenamente, e eu como ser ridículo que sou estou aqui procurando expressar em papel (aliás em blog) o que não consigo falar, umas das coisas que mais me irrita é quando alguém pergunta se eu "Quero me abrir" "Falar sobre" NÃO, eu não quero falar, nada do que tenho a dizer explicaria o que sinto e tão pouco acho que alguém que ouvisse entenderia .
Eu não tenho mais o que dizer, não tenho mais paciência para falar amenidades, eu queria falar sobre a vida, mais tem alguém que ainda saiba falar sobre isso de forma simples e que valha a pena ouvir??? Vivemos hoje numa sociedade fútil, de gente vazia, que falam sobre o nada e acham que tem muito a dizer, a futilidade me cansa e tenho certeza absoluta que estou na época errada, ou melhor no planeta errado.
Eu sempre digo que se eu morresse hoje na minha lápide estaria escrito: "Aqui jaz uma pessoa que não fazia a menor ideia do que era", essa é uma verdade indiscutível, talvez um dia eu descubra o que habita em baixo de tanta tristeza, de tanta inquietação, de tantas perguntas insolúveis e vontades incompreendidas, de tanto caos; Talvez um dia eu descubra de que matéria fui feita e se fui feita de matéria por enquanto sou apenas esse ser de caráter neutro como já dizia Dostoévisk, um ser de compreensão turva, um ser que nem vontade de ser tem.
Sinto em mim nesse exato instante o peso da tristeza incompreendida, da vontade insistente, um peso enorme de solidão, um peso insuportável sobre os ombros que enfraquece todas as partes do meu corpo e que dói, dói muito, que fala por si e que em troca recebe o silêncio que eu mesma escolhi.

0 comentários:

Postar um comentário