segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sobre a coragem da covardia.


Minha voz faz eco, o problema do eco? Sou obrigada a ouvir duas vezes todas as loucuras que eu digo;
O tempo passa exatamente ao contrário da forma como eu queria que ele passasse. Eu vou descobrindo pequenos prazeres como o de dar adeus a um desconhecido.

-Adeus, espero que tudo dê certo, espero que a vida seja carinhosa com você, adeus...

E isso é a vida acontecendo a lá Sofia Coppola.

Estou convencida que a covardia é a coragem de admitir que você não é forte o suficiente para aguentar certas coisas, mas isso deve ser só mais uma das minhas desculpas para me sentir menos culpada. É fato que eu perdi o foco, mas estou cansada de falar disso. Agora o que fico pensando é que se choro todos os dias o que me restará quando uma dor realmente forte me abater, o que farei? Sorrir? Porque não vou mais dispor desse recurso de lágrimas para mostrar o que sinto, pois de tudo que tenho em mim, tudo que me compõem e todos os meus extremos, todos merecem lágrimas.

Não sei onde ouvi: "A felicidade é superestimada".
Eu concordo, a maioria das pessoas não percebeu que a felicidade é colcha de retalhos compostos de pequenos fragmentos de vida onde nos sentimos plenos, e pode durar segundos, segundos de felicidade em estado bruto. Não estou dizendo que não procuro uma hora na vida em que eu seja totalmente feliz meu momento "Feliz para sempre" eu só não acredito que ele exista.

Acho que isso que eu estou escrevendo não está fazendo sentindo, minha linha de raciocínio também foi comprometida eu fico trocando os assuntos como uma velha esquecida, e aí fico lembrando daquilo que eu devia esquecer.

Reflexos de um olho colorido pela luz na cortina da janela;

Não, esta errado, não era isso que eu queria dizer antes, e o que era mesmo?

Acho que vou recomeçar...

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